Em Monção, filhas do prefeito e vice-presidente da Câmara recebem o Bolsa Família

Do Atual7

No Maranhão, a farra de políticos – e parentes destes – que recebem normalmente o Bolsa Família está bem longe de acabar.

Além da vereadora, filhas do prefeito ‘Queiroz’ também foram emplacadas no programa federal. Foto: Reprodução / Blog do Louremar Fernandes
Além da vereadora, filhas do prefeito ‘Queiroz’ também foram emplacadas no programa federal. Foto: Reprodução / Blog do Louremar Fernandes
Depois de vereadores de Fortaleza dos Nogueiras e Coroatá, e vereadoras de Nina Rodrigues, Morros e Cajapió, o Atual7 apurou mais três nomes que se aproveitaram de uma falha no programa destinado exclusivamente a famílias pobres [renda de mais de até R$ 120 por pessoa] ou extremamente pobres [renda de até R$ 60 por pessoa], para encherem os já gordos bolsos.

O Programa Bolsa Família, instituído pela Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004, regulamentado pelo Decreto nº 5.209, de 17 de setembro de 2004, e alterado pelo Decreto nº 6.157 de 16 de julho de 2007, proíbe políticos eleitos de receberem o benefício social, bem como torna obrigatória a identificação e caracterização sócio-econômica das famílias de baixa renda para seleção de beneficiários e integração destes nos programas do Governo Federal.

Porém, seguindo o exemplo dos outros municípios maranhenses, em Monção, as duas filhas do prefeito João de Fátima Pereira, o ‘Queiroz’ (DEM), vem recebendo o benefício. Por acharem o dinheiro pouco, além do Bolsa Família, Cleomara Andrade Pereira e Cleonara Andrade Pereira são ainda funcionárias comissionadas do município administrado pelo pai.

As ‘Andrade Pereira’ do prefeito de Monção, Cleomara e Cleonara: só no último mês, mais de R$ 1.500,00. Foto: Reprodução / Portal da Transparência
As ‘Andrade Pereira’ do prefeito de Monção, Cleomara e Cleonara: só no último mês, mais de R$ 1.500,00. Foto: Reprodução / Portal da Transparência

Filha mais velha, Cleomara Pereira é conselheira tutelar de Monção, além de responder por um cargo comissionado na Secretaria de Assistência Social, que tem ainda a mãe como secretária. Não bastasse, o esposo, Napoleão Bonaparte Cutrim, professor concursado do município, exerce também um cargo comissionado no Instituto de Previdência de Monção, como um dos diretores da instituição.

Mais nova e de nome parecido com a da irmã, Cleonara Pereira é funcionária comissionada na Secretaria de Administração e Finanças, chefiada pelo irmão, Kelaías Andrade Pereira. Ela é esposa de Diego Borges Santos, também professor concursado do município, e responsável pela folha de pagamento do funcionalismo público de Monção, por obra do prefeito-sogro.

Outra beneficiária do Bolsa Família é a vereadora e vice-presidente da Câmara Municipal de Monção, Maria de Jesus do Nascimento Lima, a ‘Deusa da Rita’ (PSL).

Dinheiro que deveria ser destino para famílias carentes cai também na conta da vereadora ‘Deusa da Rita’. Foto: Reprodução / Portal da Transparência
Dinheiro que deveria ser destino para famílias carentes cai também na conta da vereadora ‘Deusa da Rita’. Foto: Reprodução / Portal da Transparência

Além do salário de aproximadamente R$ 5 mil por compor a Mesa Diretora da Casa, na declaração do Imposto de Renda entregue ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA) ano passado, Deusa da Rita informou ter patrimônio que ultrapassa de R$ 130.000,00.

Mas como ocorre com as filhas do prefeito ‘Queiroz’, não se enquadrar no perfil de beneficiários do Bolsa Família não foi problema para a vereadora receber um dinheiro a mais no final do mês.

Para a vice-presidente da Câmara Municipal de Monção, patrimônio de R$ 136 mil – mais salário de R$ 5 mil – não bastam. Foto: Reprodução / DivulgaCand
Para a vice-presidente da Câmara Municipal de Monção, patrimônio de R$ 136 mil – mais salário de R$ 5 mil – não bastam. Foto: Reprodução / DivulgaCand

Marcha para Jesus atrai 2 milhões em SP, diz organização

G1

A organização da 21ª edição da Marcha para Jesus estima que 2 milhões de pessoas tenham caminhado da Praça da Luz até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, na Zona Norte deSão Paulo, na manhã deste sábado (29). O evento começou às 10h e deve seguir até as 20h, com shows de bandas e grupos gospel.

A primeira estimativa de público foi dada pelo apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, que preside o evento. Para ele, as manifestações populares que aconteceram no país nas últimas semanas podem ajudar a explicar o número. “Acredito que muitas pessoas foram motivadas pelas manifestações a estar marchando também”, disse.

Os participantes levaram faixas para o evento deste sábado. Em uma delas, era possível ler “Cura Gay, uma mentira dos ativistas gays”, em referência ao projeto que tramita na Câmara e foi aprovado em 18 de junho na Comissão de Direitos Humanos. O projeto de lei determina o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade.

O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da comissão, participou do evento em cima de um trio elétrico. Ele publicou foto em seu perfil no Twitter com a mensagem “Eu represento vocês!” escrita na camiseta, uma resposta a manifestantes que afirmam não serem representados pelo deputado.

Os fiéis levaram outras faixas para a marcha, entre elas uma escrita “Procurando Lula” e outra “Manifestação pacífica tem limite. Fora baderna e vandalismo”, essa última em referência aos recentes protestos.

O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), esteve no evento na tarde deste sábado. “É uma festa maravilhosa, da cidadania, um presente para São Paulo. Eu, como prefeito, participei de várias edições. É um dia de muita festa”, disse.

O tema da Marcha para Jesus deste ano é “Novo Tempo”. Entre as bandas e grupos de música gospel que vão se apresentar ao longo deste sábado estão Renascer Praise, Diante do Trono, Aline Barros, Ao Cubo, Inesquecível, Asaph Hernandes, Davi Sacer, Regis Danese, Mariana Valadão, André Valadão, Cassiane, Thalles Roberto, Marcelo Aguiar e Fernandinho.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou vias da capital paulista para a realização do evento. Confira:

– A Avenida Tiradentes, sentido Aeroporto de Congonhas, teve sua pista local interditada entre a Rua dos Bandeirantes e a Rua Mauá. Também foi bloqueada da pista expressa, entre a Avenida do Estado e o Túnel Tom Jobim;

– A pista central da Avenida Santos Dumont, sentido Praça Campo de Bagatelle, teve seu trânsito desviado para a pista local em direção à Marginal Tietê, no sentido Ayrton Senna;

– O tráfego no sentido Norte-Sul foi desviado pela Avenida Brás Leme, seguindo pelas avenidas Rudge, Rio Branco e Rótula Central, ou para quem se destina à Zona Sul, pelas avenidas Abraão Ribeiro e Pacaembu. No sentido Sul-Norte, o motorista segue pela pista local do eixo, até a Avenida Tiradentes, Rua Pedro Vicente e Avenida Cruzeiro do Sul;

– A Praça Heróis da FEB e a Avenida Santos Dumont ficarão bloqueadas em ambos os sentidos no trecho entre a Avenida Brás Leme e a a Praça Campo de Bagatelle até as 23h deste sábado.

Para governistas, desgaste da popularidade não se restringe apenas à gestão Dilma

Folha 

Aliados do Palácio do Planalto minimizaram neste sábado (29) a queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff. Eles atribuem a eventual volatilidade da opinião pública a um “momento de alerta”, resultante das recentes manifestações populares pelo país.

Popularidade de Dilma cai 27 pontos após protestos
Proposta de plebiscito tem apoio de 68%

Segundo os governistas, o Planalto aposta na melhora da economia no segundo semestre para recuperar o prestígio da presidente e de sua gestão. Eles reconhecem que o desgaste na imagem da presidente não pode ser ignorado, mas destacam que a crise não se restringe apenas à atuação do governo.

Para o presidente do PT, Rui Falcão, Dilma tem índices superiores aos piores momentos registrados durante os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso. “A economia vai melhorar no segundo semestre e isso vai ensejar uma recuperação nas próximas pesquisas”, disse.

O petista afirmou ainda que a pesquisa traz dados positivos ao governo, ao mostrar que medidas anunciadas por Dilma em resposta aos protestos estão sendo bem aceitas pela população.

Segundo o Datafolha, 68% dos brasileiros acham que Dilma agiu bem ao propor uma consulta popular sobre a criação de um grupo de representantes eleitos pelo povo para propor mudanças na Constituição. Só 19% entendem que ela agiu mal. Outros 14% não souberam responder.

Quando o Datafolha pediu uma opinião específica sobre a reforma política, 73% afirmaram que são a favor da apreciação desse tema por parte do grupo de eleitos. Opiniões contrárias somam 15%.

“Foi importante que as duas iniciativas dela tiveram aprovação expressiva, o que é um dado relevante para se observar”, disse Falcão.

Para o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a queda de popularidade da presidente não pode ser ignorada. Contudo, ele acredita que o momento é de “questionamento amplo, generalizado, que não ataca pessoalmente uma figura política, mas todos os políticos”.

“A presidente relatou na quinta-feira que todos estão satisfeitos da porta para dentro de casa; mas, da porta para fora, a situação piorou. A saúde piorou, a segurança piorou, o transporte piorou”, disse.

“É uma queda que não dá para minimizar. Mas todos os governos também registraram queda. Era previsto que, diante desta reação pública concentrada, iria captar todo mundo. É um momento político importante do país e, levando em conta o momento, é natural que façam comparações.”

“A expectativa sobre inflação piorou, a expectativa sobre desemprego piorou, as expectativas estão ruins de um modo geral. Mas, nos fatos concretos, a inflação está sob controle, estamos em pleno emprego apesar de uma crise mundial generalizada, o poder de consumo aumentou. Não anula, obviamente, a reação da sociedade com problemas crônicos”, completou.

Já o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), diz que o governo federal tem, sim, a maior parte das responsabilidades, por se tratar de um descrédito da população quanto aos indicadores da economia.

“A crise nos transportes, que é algo de governo local, acabou afetando outras áreas. Mas, se há a percepção de que a economia piorou, então é, sim, um foco de insatisfação com o governo federal que não pode ser ignorado. Não é só porque afetou todo mundo que o governo federal não tem a maior responsabilidade nisso.”

Ele disse que o país passa, devido às manifestações, por um “momento de alerta”, quando “índices costumam ser muito distorcidos e ficam muito voláteis”. “Então, pode ser um reflexo ou não de momento, pode ser circunstancial ou não, a depender das ações posteriores dos governos.”

“É prematuro falar em 2014. Estamos saindo vivos de uma batida de trânsito. Resta saber se conseguiremos sair vivos do hospital.”

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, considerou a queda da popularidade de Dilma Rousseff como “natural” e “conjuntural”.

“Em momentos como este, de manifestações e protestos, é natural que os governantes tenham queda de aprovação. Isso deve ter acontecido com todos os outros governantes, principalmente chefes de Executivo”, disse Gleisi.

Segundo a ministra, o fato de Dilma ser a autoridade máxima do país lhe confere uma exposição maior _e, consequentemente, recebe mais críticas. “A presidente, por ser uma pessoa que se expõe muito e tem muita visibilidade, acaba respondendo por problemas que muitas vezes não são de sua responsabilidade. Avaliamos que isso é reflexo da conjuntura”, disse.

Popularidade de Dilma cai 27 pontos após protestos

Da Folha

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.

A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas.

Proposta de plebiscito tem apoio de 68%

Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.

A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.

Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.

Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.

O Datafolha perguntou sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, sua postura foi ótima ou boa; 38% julgaram como regular; outros 26% avaliaram como ruim ou péssima.

Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia.

A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%.

A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair –antes eram 27%.

Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%.
Com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a pior fase foi em setembro de 1999, com 13%.

Em dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos (RICARDO MENDONÇA)

Dilma quer limitar questões de plebiscito para reforma política

Depois de três reuniões com presidentes de partidos e aliados da Câmara e do Senado, Dilma conseguiu o apoio da maioria de sua base para sua ideia de plebiscito, mas foi avisada de que a proposta de fazer poucas perguntas pode não vingar e que nem todas as regras podem valer para a eleição de 2014.

Ela se reuniu com políticos no final da noite de ontem. “A situação é grave, se não fosse grave não estaríamos aqui”, afirmou Gilberto Kassab (PSD).

A presidente Dilma Rousseff definiu que enviará ao Congresso uma mensagem de no máximo cinco pontos sugerindo a realização de um plebiscito para nortear a elaboração de uma reforma política, mas seus aliados querem acrescentar mais questões, como o fim da reeleição. O governo decidiu encaminhar sua mensagem ao Congresso na terça, listando pontos –não perguntas– que deseja incluir no plebiscito. Entre eles, financiamento de campanha (público, privado ou misto) e sistema de votação –voto proporcional, distrital, distrital misto e se em lista aberta ou fechada.

Os pontos coincidem com aqueles que o PT defende. O partido quer financiamento público e voto em lista fechada, no qual os eleitores votam em uma relação de candidatos elaborada pelas legendas.

A inclusão do fim da reeleição é apoiada por congressistas aliados. O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, quer discutir ainda a unificação das eleições e mandatos de cinco anos, que valeriam a partir de 2018.

O governo é contra. E, como ameaça, insinua que se a população derrubar a reeleição, o candidato do PT será o ex-presidente Lula.

Nas reuniões de ontem, Dilma disse que algumas regras têm de valer em 2014. Segundo ela, a população tem expectativa de que algo “já mude na política” rapidamente.
Dilma recusou ainda sugestão de aliados de trocar o plebiscito por um referendo.

“Isso pode ser o pior dos mundos”, retrucou a presidente, dizendo que a população poderia “rechaçar” uma reforma política aprovada pelo Congresso. “Ficaríamos sem mudanças, não é o que deseja a voz das ruas.”

O ministro Aloizio Mercadante (Educação) defendeu que o ideal é um plebiscito com poucas perguntas. “Nós vamos tratar daquilo que é essencial, das balizas. É isso que se espera do plebiscito.”

Ao final da primeira reunião, com presidentes de partidos, o governador Eduardo Campos (PSB-PE), que pode disputar a eleição presidencial contra Dilma, alertou que nem todas as regras devem valer no ano que vem.

Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que essa pode ser uma das perguntas do plebiscito, que poderá questionar a população se as regras poderiam valer para o próximo ano mesmo que sejam aprovadas fora do prazo legal –um ano antes da eleição de 2014.

Com informações da Folha de S. Paulo.

Manifestações atingem dois pontos da BR-135 em São Luís

Duas manifestações são realizadas em pontos distintos da BR-135, em São Luís (MA), na manhã desta sexta-feira (28). A rodovia dá acesso ao Estreito dos Mosquitos, ponte que interliga a Ilha de São Luís ao continente.

De acordo com informações da Rádio Mirante AM, por volta de 5h, um grupo de aproximadamente 1.000 pessoas ateou fogo em pneus e bloqueou a BR nos dois sentidos, na Vila Itamar, próximo ao Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado.

Os manifestantes disseram que o protesto é por melhorias em serviços públicos como transporte, infraestrutura, saúde e educação, considerados precários na área. O trânsito está parado no local.

Também na BR-135, na entrada do Maracanã, um grupo de aproximadamente 15 pessoas ateou fogo em galhos e pedaços de madeira e tenta interditar a via, que dá acesso ao Estreito dos Mosquitos. A tentativa de bloqueio teria começado por volta de 8h, mas os veículos ainda conseguem transitar pelo local.

Protestos no Maranhão
Os protestos por melhorias nos serviços públicos que se espalharam pelo país este mês eclodiram no Maranhão na semana passada, no dia 18 de junho, quando trabalhadores rurais bloquearam a Rotatória do São Cristóvão, em São Luís (MA), atingindo o trânsito das principais avenidas da cidade.

No dia 19 de junho, a primeira manifestação aconteceu na capital, quando milhares se reuniram na Praça Deodoro e saíram em protesto pelas ruas do Centro de São Luís. De lá para cá, outros grandes manifestações aconteceram na cidade.

No sábado (22), manifestantes fizeram passeata da Praça Maria Aragão até a Ponte do São Francisco. Na manhã de segunda (24), a Av. dos Portugueses, a BR-135 e a Rotatória do Anel Viário foram bloqueadas e houve protesto em frente à Assembleia Legislativa do Maranhão (AL-MA) à noite. Na terça (25), a população foi às ruas na Cohab, um dos mais populosos bairros da capital e, na quarta-feira (26), houve manifestação novamente em frente à sede da AL-MA.

Na manhã de quinta-feira (27), houve protesto na BR-135, próximo a Pedrinhas, e na MA-203, em Raposa (MA). À tarde, a BR voltou a ser interditada, desta vez no Campo de Perizes, emBacabeira, na entrada de São Luís.

Ainda, um grupo de indígenas também ocupou a sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em protesto. Manifestações foram registradas também em outras cidades do interior do Maranhão, como São José de RibamarImperatrizSanta InêsBacabalCodóCaxias eItapecuru Mirim.

G1.com

Governo do Estado anuncia pacote de obras para a mobilidade urbana em São Luís

Para atender as necessidades de mobilidade existentes na cidade, O Governo do Estado elaborou um pacote de obras que contam com parcerias para saírem do papel.

As obras de melhorias na mobilidade urbana foram anunciadas nesta quinta-feira (27). São elas:

– Restauração nas vias de acesso da área da barragem do Bacanga.

– Duplicação da Avenida do Anjo da Guarda até o Porto do Itaqui.

– Ligação da Avenida IV Centenário com a Via Expressa, sendo esta concluída no trecho que liga o Jaracaty ao Maranhão Novo.

– Construção da ponte auxiliar José Sarney no bairro São Francisco.

– Duplicação da rodovia MA-203, do Araçagi ao retorno da Raposa será duplicada.

– Construção do anel metropolitano, que vai abranger dois trechos. O primeiro atinge Raposa e Maioba, e o segundo, Vila Funil e Expoema, esta última vai passar por uma área a Infraero.

Fonte: O Imparcial

Lourival Mendes defende PEC que dá garantias de juízes e procuradores para delegados

Do Atual7

Depois do desastre da PEC 37, o deputado federal pelo Maranhão Lourival Mendes (PTdoB) luta agora pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 293, que atribui garantias de juízes e procuradores da República para delegados de Polícia, reavivando o antigo sonho da carreira jurídica para a categoria. Mendes, além de deputado, é também delegado da Polícia Civil.

Lourival Mendes ajuda o colega a estabelecer garantias de juízes aos delegados, o que, na teoria, seria o mesmo que dar prerrogativas de presidente da República para um deputado federal. Foto: Agência Câmara
Lourival Mendes ajuda o colega a estabelecer garantias de juízes aos delegados, o que, na teoria, seria o mesmo que dar prerrogativas de presidente da República para um deputado federal. Foto: Agência Câmara
De autoria do colega de delegacia e de parlamento, Alexandre Silveira (PSD-MG), a PEC 293 dá independência funcional aos delegados de Polícia. Pela proposta, o delegado não poderá perder o cargo, a não ser por sentença judicial transitada em julgado; nem será removido, exceto por motivo de interesse público. Além disso, a PEC proíbe a redução de subsídio do delegado.

Segundo o autor da proposta, o objetivo da independência funcional é evitar que os delegados de Polícia sofram pressões que possam prejudicar o esclarecimento dos fatos sob apuração.

‘Um delegado de Polícia Federal, por exemplo, pode ser transferido a qualquer tempo, ou ser designado pela vontade dos superiores para qualquer caso, ou dele ser afastado, além de se submeter a um forte regime disciplinar que prevê a punição pelo simples fato de fazer críticas à administração’, argumenta Alexandre Silveira no texto da PEC.

Os delegados deputados alegam que, dando prerrogativas para as autoridades policiais, estas teriam ‘enaltecimento institucional e valorização profissional em maior ou menor grau’.

Na sessão de ontem (27), o deputado maranhense voltou a defender a inclusão da PEC 293 na pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que já recebeu parecer favorável de seu relator.

Se aprovada pela CCJ, a proposta será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para este fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

Detran realiza ação educativa em Arraial

As atividades educativas promovidas pelo Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) no Arraial da Lagoa, em São Luís, estão chamando a atenção do público.

Diretor do Detran, André Campos (foto), distribui panfletos educativos no Arraial da LagoaEntre as atividades, orientação sobre o perigo de dirigir após ingerir bebida alcoólica e sobre a importância do uso dos dispositivos de segurança para crianças, conhecidos popularmente como cadeirinhas. Uma das atrações nas ações é o mascote do Detran, Sinalito, que está chamando a atenção das crianças.

Os técnicos do Detran-MA estão distribuindo materiais educativos e conversando com as pessoas sobre os cuidados no trânsito. Também estão mostrando que as cadeirinhas devem se utilizadas de acordo com o peso e a altura das crianças.O bebê-conforto é indicado para bebês de até um ano e a cadeirinha para os de até os quatro anos. As crianças de quatro a sete anos devem ser acomodadas no assento de elevação, que deve ser utilizado com o cinto de segurança de três pontos.

Somente neste ano, mais de 300 infrações de transporte de crianças sem o uso do dispositivo foram autuadas, segundo registros do Detran-MA.De acordo com o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran-MA, Roberval Lopes, os pais devem usar o dispositivo de segurança para transportar crianças, desde a saída da maternidade.

“O objetivo principal é a preservação da vida. Os dispositivos são apropriados para cada idade. Motorista que transporta crianças sem segurança comete infração gravíssima e recebe multa de R$127,00, além da retenção do veículo até que seja sanada a irregularidade”.

Para o empresário Isaque Camargo e a professora Clara Lima, que visitaram o estande do Detran-MA no arraial da Lagoa, e que possuem um filho de um ano, a preocupação com a criança é constante.

“Diariamente vemos e ouvimos inúmeros casos de acidentes em que as crianças não estavam com a cadeirinha. Com isso, desde o nascimento do nosso filho, a preocupação é diária. Todas as vezes que saímos, usamos o dispositivo de segurança” revelaram.

O Detran-MA está realizados, também, testes do bafômetro (etilômetro) educativo, assim como simulações de direção, onde crianças e adultos podem testar suas habilidades no volante.

O diretor geral do Detran-MA, André Campos, informou ser esta a primeira vez que o órgão tem um estande no São João do Governo do Estado. “Queremos convidar a população para visitar nosso stand e participar das nossas ações educativas, com o intuito de alertar e prevenir acidentes, principalmente nos períodos festivos”, enfatizou.

Uma atração a parte, entre as atividades educativas no Arraial da Lagoa, estão as realizadas com a ajuda de Sinalito, o mascote do Detran do Maranhão. Trata-se de um boneco grande, de espuma, em formato de semáforo, que está sempre com a cor verde acesa.

O equipamento chama a atenção, principalmente das crianças. Ajuda a transmitir mensagens educativas sobre trânsito seguro, de maneira alegre e descontraída. As crianças, naturalmente, querem abraçar e beijar o mascote.

Sinalito alerta a população sobre o perigo do excesso de velocidade e da importância de não misturar álcool e direção. A intenção é educar os condutores de veículos e relembrar a importância de evitar acidentes de trânsito, por causa de imprudência do condutor ao volante

 

Vice-prefeito de Paço confirma candidatura do filho de Edmar Cutrim em 2014

O vice-prefeito do município de Paço do Lumiar Marconi Lopes reafirmou hoje ao blog que não te pretensões  políticas para eleições de 2014. Dias atrás circulou em alguns jornais que existia uma movimentação que defendia sua candidatura a deputado estadual. O assunto já foi negado pelo próprio Marconi ao blog do Robert Lobato.

Marconi Lopes  confirmou hoje pela manhã ao titular do Blog que o candidato que será lançado pelo grupo do qual  pertence é o empresário Glaubert Cutrim, filho de seu padrinho político e presidente do TCE, Edmar Cutrim.